Pensamentos e Reflexões

"Para quem tem vontade forte e ideias claras, o mundo está repleto de oportunidades".



sábado, 18 de setembro de 2010

Resumo do texto "Platão e a Democracia"

Platão e a Democracia


Platão é considerado por muitos o maior pensador da Antiguidade. As preocupações centrais da vida e obra de Platão foram a crítica a democracia ateniense e a busca por soluções políticas para o mundo grego.

Em 387 a. C, Platão fundou sua própria escola de investigação científica e filosófica. (Academia)

A instituição fundada por Platão é considerada a primeira do gênero voltada de forma permanente para a pesquisa e a formação do conhecimento.

O objetivo de Platão era tornar o conhecimento algo vivo, dinâmico e não um corpo de doutrinas aceitas, resguardadas e transmitidas.

Platão afirmava que antes tudo deveria ser buscada a inquietação, a reformulação permanente do pensamento e a multiplicação das vias de abordagem dos problemas. Filosofar seria o esforço pensar mais profunda e claramente.

Em relação à política, Platão afirmava que a mesma não deve se limitar à prática, que é insegura e circunstancial. Ele dizia que a política deve pressupor a investigação sistemática dos fundamentos da conduta humana. (Sócrates já havia ensinado isso).

Platão dizia que em essência as bases da política não se limitavam apenas ao plano psicológico e ético. Pare ele, os fundamentos da ação política deveriam levar também em consideração uma explicação global da realidade onde tais ações estivessem acontecendo.

Platão explicava que a educação deveria basear-se na ciência (episteme) e ultrapassar o plano instável da opinião (doxa).

Em sua obra “A República”, Platão projeta a concepção de uma cidade ideal apoiada na divisão racional do trabalho.

Para ele, a justiça nessa “cidade ideal” dependeria da diversidade de funções exercidas por três classes sociais distintas: a dos artesãos (trabalhadores), a dos soldados (defesa) e a dos guardiões (administração interna).

Platão defendia a ideia de que a reorganização de uma cidade a ponto de transformá-la em um modelo ideal de justiça deveria pressupor naturais reformas radicais.

Depois de implantadas as bases, a efetivação e a manutenção dessa utopia social dependeria de um cuidadoso sistema educativo.

A educação, na sua visão, deveria servir para desenvolver as virtudes consideradas indispensáveis ao exercício das atribuições de cada classe social, em particular.

Na cidade ideal de Platão o governo supremo deveria ser entregue a “reis-filósofos” escolhidos dentre os melhores da sociedade e que deveriam ser submetidos a diversas provas que permitiriam avaliar seu patriotismo e sua resistência.

Na obra “A República” Platão nos apresenta duas representações sintéticas mostrando como o conhecimento humano evolui e se desdobra até atingir o “mundo das essências”, ou seja, estabelece uma aproximação maior com o conceito de perfeição. São elas:
- o esquema da linha dividida;
- a alegoria da caverna.

O esquema da linha dividida em dois segmentos representa um plano sensível e um outro plano inteligível.

A alegoria da caverna dramatiza a ascensão do conhecimento, complementando o esquema da linha dividida.

Platão ensinava que aquele que se liberta das ilusões e se eleva à visão da realidade é o que pode e deve governar para libertar os outros prisioneiros das sombras.

Para ele, o filósofo-político é aquele faz da sua sabedoria um instrumento de libertação de consciências e de justiça social.

A construção do conhecimento é para Platão uma conjugação de intelecto e emoção, de razão e vontade. A episteme (ciência) é fruto de inteligência e amor.

Flávio

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